Não quero mais pensar esses pensamentos tem me deixado insana, como a chuva que cai só do outro lado da cidade, como esse pedaço que ficou sem nuvens, sem estrelas, sem luar, como na minha mente existe um lado que chove e lava todo o mal que existe aqui dentro, e existe esse lado que é vazio e eu nem sei explicar o porquê.
Como o tempo que parou nas páginas amareladas do velho livro da biblioteca da escola, como as mesmas pessoas lá vemos , perdendo nosso tempo e nossas vidas para todo dia viver o mesmo dia.
Como letras sem sentindo formando palavras sem sentindo, formando frases sem sentindo escrevendo textos sem sentidos, trasformados em músicas sem melodia...
Como algo que eu quero escrever e não sei escrever, como eu me sinto analfabeta de amor, como eu me sinto dependente de mim mesma , como eu queria agora sair de dentro de mim e fazer oque tenho que fazer, mas essa pessoa que mora em mim me prende dentro do meu pesadelo pois ela sabe tudo o que ninguem deveria saber além de mim, ela sou eu afinal.
Como o gosto de remédios amargos,como noites com gostos amargo, como lembranças com gosto amargo, como o café frio e amargo que agora tomo. E nunca muda, a mudança dos ventos secos que levam a cada vez que passam nossos sonhos, como se já não soubesse ao certo o que fazer, como eu já não sei ao certo viver. Acabando de tomar esse café leio na borra dele o meu destino
assim como leio nas linhas de minha mão meu destino, quanto você acha que custa uma vida? quanto você acha que custa um sorriso? quanto você acha que custa para chorar minhas lágrimas? quanto eu acho que custa meu destino e minhas verdades ou que penso ser verdades minhas custam ?
Uma, duas , três , cem vezes eu já estive nesse lugar antes, acho que não é um sonho tão pouco dejavu é o tempo rebobinando a cana do filme da vida que ele mais gostou , ou porque não conseguiu acompanhar o legenda.
O que você quer por um sorriso?
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
imagens vazias
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
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Olho no espelho para não me ferir, olho para dentro do espelho procurando ver o reflexo da minha alma, como se existisse um mundo paralelo onde exista vida e não sobrevivência,
aquela que se mostra com sorriso diante de uma pose no espelho guarda dentro de si um espelho onde reflete o que se passa por dentro dela, onde as lágrimas são companheira da solidão, onde o silêncio é a unica música que encanta o sono do reflexo daquela de quem está diante.
Apenas parada perdida no tempo, sabendo que já passa da meia noite, então em um ato desesperado ela quebra o espelho, caindo junto aos cacos lágrimas de sangue, pela dor do corte do maldito reflexo de infelicidade, refletida no sorriso mais doloroso já me imposto.
Os pedaços de vidro são muito grandes para
querer esconder em baixo do tapete, assim como já é grande demais minha frustação de ante dos fatos para fingir que nada está acontecendo, grande demais como um amor que que acaba junto com a foto queimanda grande demais como memórias, que foram apagadas a pedido da dor.
Mas esses mesmo pedaços são pequenos demais para querer refletir a verdadeira face, maquiada para não mostrar o desgaste do tempo, pequeno demais para querer que volte a ser como a dois minutos atrás, pequeno demais para refletir o que não sei explicar, pequeno demais para um amor que superou a morte, pequeno demais para colocar os sonhos.
Então eu varri, guardei tudo em uma caixa, não joguei no lixo, não mais abri a caixa depois de fechada, não mais comprei espelhos, não mais tive reflexos.
Ó olhos sem brilho, tu tens sido a escuridão que cercou meus dias, tu tens te tornado responsavel por aquilo que cativas , tu tens sido a caixa que não quis mais abrir, pra não mais lembrar que que não há reflexos sem a mascára que cobre a nossa alma diante de um espelho que revela o lado extreno, onde o espelho do meu interno continua intacto quebrado na caixa, onde eu não tenho coragem de abrir.
E os machucados, que sangravam na minha mão já não sangram mais como antes, aprendi a me livrar da dor ao escrever coisas sem sentidos, mas a s cicatrizes ainda estão lá pra me lembrar,
que existe um mundo com vida do outro lado, e nesse maldito mundo em que vivo fico apreciando a sobrevência, ao som ensurdecedor do vento de outono, onde as folhas perderam sua cor, onde as árvores morreram.
Sem reflexo, sem falsos reflexos.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Musicas & e dores existentes
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
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Musicas antigas, perdidas em cds arranhados no fundo da estante, veja esse aqui que eu achei , será que alguem se lembra?
''Pra que mentir fingir que perdoou tentar ficar amigos sem rancor, a emoção acabou que coincidência é o amor a nossa musica nunca mais tocou''....
Não é importante mesmo , mas eu adoro essa letra , tão simples tão elaborada , tão fácil, de esquecer , tão fácil de lembrar.
A beleza da dor, tão fria , tão assuatadora , tão patética, tão sem sentido e ainda assim, estamos viciada nela , quando não ficamos juntos ela faz falta, ela é o equilibrio o ponto certo entre o céu e o infreno, assim como lembramos da tarde pelo seu por-do-sol, a beleza da aurora, vem também uma sensação de alivio da beleza da luz ir embora e ficar a escuridão, beleza ainda mais ressaltada na juventude, o ponto exato de equilibrio entre o vazio e o nada , e para acompanhar a musica triste escrita por outra pessoa em outra circunstância , que faz todo sentido para não enlouquecer dentro de paredes impostas pela minha própria falta de capacidade de lagar a dor .
O lugar onde tudo está vivo é uma caixa de lembranças feitas para serem esquecidas, assim como as músicas são feitas para tirar de dentro de nós aquilo que não conseguimos liberar por inteiro, como o branco somando todas as cores se misturando ao preto completando sua ausênciade cores , de vida , de pensamentos de momentos sem segundos .
Como a escolha de se tornar escravos do tempo, do dinheiro, da frieza, da música, da TV , e por que não da dor ?
Eu só não entendo essa viajem maluca feita em frente ao computador , mundos e mundos , vidas e vidas , músicas e sua musa inspiradora , dor .
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Memorais de espelhos d'água
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
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Memorais de espelhos d'água, foi que restou pra representar vidas após o atentado, engraçado que o que faz lembrar o fim da vida é exatamente o começo a água, parece ser tão insignificante mas memorias de água, mas não é, a simplicidade se faz tão glamurosa.
Céu de imensidão azul, onde desejos são secretamente compartilhado as estrelas, testemunhado pela lua, e jamais dito a um alguém real, a segurança do silêncio é confortadora. Fotografias em preto e branco não parecem ser tão bonitas quando cores tinham, sorrisos
habituais das manhãs, iguais noites sem sol, dias sem lua, mas luzes hipnotizadoras na imensidão do azul , azul como os memoriais de espelhos d'água.
frases escritas em guardanapos de restaurantes e depois reescrita em um caderno de frases e pensamentos escondidos embaixo do colchão.
A gota caindo no poço faz eco sem nada, sem água, sem vida apenas mais uma gotas seca .
O mundo trasformando pessoas em números, em estátiscas, em pré e pós conceitos errados, sem digitais , sem sem futuro, sem perspctiva, sem brilho no olhar, tudo acabado em uma noite em que tudo era festa, eram seus amigos e você precisava mostrar que não era fraco, que dominava , mas você entrou no jogo dela, mas ela é desleal ela joga sujo, ela te domina agora , ela parecia inofenciva mas te dominou , sabe tudo o que você tem medo e joga esses medos em você, e ela te dá o que você precisa pra fugir do medo,
mas ai quando você pensa que fugiu pra longe de você ali esta você em frente ao espelho refletindo seus medos e o que você deixou se tornar .
Memorais de espelhos d'água ....
Brincando de navegar nos memorais de espelhos d'água , afundando na própria fraqueza, naufragando na própria ignorância, perdido em você mesmo fazendo isso pra chamar a atenção de alguem que possa te salvar de você mesmo e dos memorais de espelhos d'água .
O jogo apenas começou.
domingo, 19 de outubro de 2008
Ao acaso levar
domingo, 19 de outubro de 2008
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Nome, nome , nomes nas cardenetas
e listas telefônicas, conhecimento na escola e na vida, vozes na TV, rádios e cabeças .
Moedas antigas nada disso faz muito sentido, quando o acaso leva tudo isso pro ventos jogar pelo mundo a fora, idealismo sem sentido, hipocresia menos ainda , sonhos sem perspectivas, viver sem respirar, não existe ar ou nada que o substitua, então não existe vida sem ar.
Parar nem pensar porque quando se para percebe que sempre esteve parado e ai vem o desespero de porcurar algo para preencher o vazio,
mas o vazio esta parado, e ficamos parados , mas o tempo não para ai parece que tudo fica bem .
Jogos eletrônicos era virtual, mundo surreal , realidade surreal, sonhos surreal, sentimentos contraditórios, dúvidas, certeza das dúvidas, porque nunca faz sentindo mesmo, mas não posso parar. Eu tenho que demorar uma vida ainda pra perceber que sempre foi parado e o tempo não parava, e eu acreditava acompanha-lo, tudo isso dentro de cavernas escuras e frias , naufrágos da própria fragilidade, sobreviventes da própria ignorância, acreditamos em hóroscopos e revistas de fofocas; e só acreditamos em nossa força quando lemos um dia na revista de hóroscopo que somos assim e assado, ou quando a TV diz que isso é o legal de se fazer.
Alguém já se perguntou porque das estrelas sumirem ao amanhecer e o porque de regressarem ao anoitecer? porque elas duram menos que 12 horas e ainda assim duram mais que uma vida?
Não ninguem nunca se perguntou isso...
Os mesmo assuntos, as mesmas pessoas, as mesmas fotos,o mesmo é sempre o mesmo.
Minha memória descança das lembranças , deve se perguntar então mas as duas coisas não são a MESMA coisa ? Eu digo NÃO as memórias são coisas que guardamos e pegamos quando queremos, como se fossem fotos , e as lembranças são coisas que não queremos lembrar mas estão lá e por algum motivo aparente aparecem sem pedir licença, como se fossem dores .
Musicas de letras confusas são como postagens confusas nunca fazem sentido.
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