sábado, 31 de janeiro de 2009

Quarto de BrigitteThon.

sábado, 31 de janeiro de 2009 0

Eu não sei quem sou, quanto mais o que quero nada que eu diga ou faça vai mudar o que já foi feito, o que já foi dito.
É tão amedrontador ficar sozinha, é mais amedrontador
ainda ficar sozinha no meio de mil pessoas, é tão desgastante chorar sem derramar lágrimas, é tão desanimador gritar dentro de paredes estofadas e brancas, ficar aqui nesse cativeiro sem saber se é dia ou noite se faz frio ou calor quando tudo o que você faz é ficar olhando a única lampada acesa preste a queimar te deixando no escuro, mas já não faz diferença. Quando tudo o que você faz pra não enlouquecer é cantar o dia inteiro e conversar banalidades com as moscas e quando seu unico desejo é esperar o dia seguinte pra morrer, quando se acorda querendo ver que tudo não passou de um sonho ou você espera nunca mais acordar. Quando amar se torna uma lembrança quando o ódio vira desespero quando não se há sonhos nem esperanças tudo o que fazemos e rezar e pensar no quarto de BrigitteThon.

domingo, 11 de janeiro de 2009

simples como um segredo.

domingo, 11 de janeiro de 2009 0
É que o tempo não parece tempo, o tempo se tornou incontaveis segundo e eu, eu já não sei contar. As palavras não parecem mais palavras todas vez que eu quero dizer algo eu tropeço nas palavras, o frio também não parece assim ser tão frio nunca mais eu senti se quer um pouco de dor com aquele frio que costumava deixar as manhã tão cinzas.
É que a tanto tempo tenho usado de maquinas que já não consigo só contar as estrelas no céu, mas eu sei admirar a sua luz e sua paciência de esperar o dia, esperar a tarde e sua humildade de não se rebeliar por ser ofuscada pela lua. É que eu aprendi que sempre irei tropeçar nas palavras e as palavras, essas se perdem pelo ar, aprendi a escrever e eternizar coisas que poderia ser ditas e levadas ao acaso perdido. É que ainda prefiro o frio ainda gosto de ver a manhã cinzenta, mas aprendi a ver a cultivar o sol para ve-lo se por e então chegar as estrelas deslumbrantes e que com o tempo será memorizada e quem sabe se eu e livrar desse lado robótico as estrelas serão contabilizadas e eu então escreverei em uma noite sem calor que as palavras faltaram quando o ensinamento não tropeçou em suas lições diárias e incotestavelmente simples. E o segredo é não ter pressa e não esperar e agir sempre em passos lentos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Juras e lealdade ao tempo

terça-feira, 30 de dezembro de 2008 0
Querido eu levarei comigo esse segredo, a única que saberá de tudo será a morte um segredo a três. Diga-me que você voltará e eu farei sua cama, diga-me que está arrependido e talvez eu te perdoe, grite meu nome no meu da rua de madrugada chore as lembranças vomite as memórias coloque a culpa nos outros feche seus olhos e atravesse a avenida movimentada.
Eu jamais quis saber seu segredo e agora você me fez jurar nunca contar nada a ninguem, compartilhou seu desespero comigo se aliviou, e sobre carregou minha cabeça diga-me que tudo foi um terrivel sonho e então eu acordarei, diga-me que não se passaram vinte e sete anos e eu apagarei a vela do meu bolo de aniversário.
E as horas escorregam por minhas mãos, as palavras são gritadas em timbres mudos, e o pior cego não é aquele que não quer vê é aquele que vê o que quer, e seu maior erro foi compartilha de sua angustia comigo e meu pior pecado foi fazer juras de lealdade, é incrível o quanto isso afastou você de mim, é mais incrível ainda o quanto você se tornou presente em sua ausência. Diga-me que esses cortes em você pararam de sangrar que eu trocarei seu corativo, diga-me que nunca vai morrer que eu farei da eternidade o segredo da felicidade, diga-me que nunca chorou uma lágrima de dor que eu lhe abrirei meu maior sorriso.
Diga-me mais uma vez que tudo realmente não passou de um sonho ruim, que eu juro nunca mais dormir.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

(in) acabado

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 0
Quase tão vazio quanto as lembranças tão sem cor quantos teus olhos tão inesqueivel quanto nós dois. E não não não há como fugir daquilo que temos que nos tornar e não existe nada que possa trazer o passado a realidade se não fechar os olhos e mergulhar no universo paralelo criado para ser refulgio, na verdade eu só queria saber exatamente o que eu quero sem precisar comparar sentimentos com coerência eu queria poder agora te abraçar te beijar me entregar por inteira queria poder chorar tua ausência, mas me ensinaram a trancar meus sentimentos me ensinaram a evitar a felicidade e me disseram para nunca olhar dentro dos olhos do amor.
Queria poder ter o poder de ser quem sou queria agora estar ao lado teu desfrutando do teu afeto desfrutando do seu amor, mas mais uma vez estou presa no meu sonho
existe uma outra que tem um poder estranho e medonho sobre você e seu amor não foi ou não é ou não pode ser maior que o desejo de ser sincero contigo .
Você bem que poderia estar agora ao lado meu me fazendo juras de amor e eternidade, bem podia estar me aquecendo, você bem podia ser meu e permitir que eu fosse sua e assim seriamos um só, em uma noite eu poderia te trazer a certeza que você queria ver salvar-lhe sobre o mar de incertezas que pairam sobre ti, mas você não esta aqui essa noite, nem esteve me outras noites nem nunca esteve por inteiro entregue a mim embora eu tenha me entregado por inteira a simplismente uma ilusão, talvez não seja tarde talvez seja tarde talvez tudo possa ficar assim (in) acabado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 0

É eu sentei nesse banco e adormeci quando acordei minha vida tinha passado e o tempo escorreu por entre minhas mãos e eu fiquei sem saber o que dizer ou fazer, eu não tinha memórias eu não tinha histórias eu não tinha mais tempo. Sabe eu comecei a sentir saudades do tempo em que o futuro era muito maior do que o passado, e agora não posso me agarrar em nada além do presente que se esgota a cada segundo que se perde no espaço.
Eu quero voltar para casa eu quero minha família de novo eu não quero continuar sentado nesse banco observando as crianças correrem felizes com seus pais, eu não quero mais jogar migalhas de pão para os pombos eu não quero mais viver das migalhas do tempo se não for para ter motivação para acordar todas as manhãs eu prefiro não acordar eu queria poder ver, pegar, o tempo ou melhor eu queria que o tempo fosse uma pessoa
queria lhe dizer todas as verdades que que gritei em meu silêncio queria dizer que o senhor seu tempo é muito cruel e que eu te odeio eu queria que você ficasse preso dentro de você mesmo queria que você não pudesse fugir de você queria que você pudesse ver sua vida ir e ficar de fora dela, eu te odeio com todas minhas forças, como você pode ser tão cruel e magnanime ?!
Deixe-me em paz por favor volte a ser ''abstrato'' tão abstrato como o ar que não pego não vejo e que enche meus pulmões que controla minha vida
 
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